Resolução Conjunta CMN/BCB 18: A Governança de Dados como PilarEstratégico para Instituições Financeiras de Alto Nível

No dinâmico e complexo cenário do mercado financeiro, a capacidade de gerenciar e proteger dados não é apenas uma exigência regulatória, mas um diferencial competitivo e um imperativo estratégico. É nesse contexto que o Banco Central do Brasil reforça seu compromisso com a solidez do sistema através da Resolução Conjunta 18 CMN/BCB, publicada em 28 de novembro de 2025. Essa norma representa um convite estratégico para que instituições financeiras e fintechs elevem a qualidade e governança dos dados e das informações enviados aos reguladores a um novo patamar de excelência, não como uma novidade, mas como uma evolução dos padrões existentes.


RC CMN/BCB 18: Novo patamar para geração de informações de qualidade

A RC CMN/BCB 18 transcende a mera formalidade regulatória, ela estabelece um novo direcionamento para a geração de informação aos reguladores. Para os gestores das instituições financeiras, compreender a profundidade dessa resolução é fundamental. Ela assegura que cada dado utilizado para gerar informações ao Banco Central do Brasil e em outras situações previstas na norma, seja preciso, confiável e tempestivo, garantindo a integridade das informações enviadas ao regulador do Sistema Financeiro Nacional. A conformidade não é apenas sobre evitar penalidades, mas sobre construir uma fundação de dados que assegurem a qualidade das informações prestadas e a rastreabilidade com trilhas de verificação auditáveis.


A live “MK Esclarece” enfatizou que a RC CMN/BCB 18 formaliza e eleva os patamares de governança, exigindo recursos materiais, humanos e tecnológicos adequados para sua implementação.


A “Política de Qualidade das Informações”: Uma diretriz importante para sua Instituição


A exigência de uma política de qualidade das informações pela RC CMN/BCB 18 é um chamado à excelência operacional e à definição de responsabilidades. Pense em seus dados como o capital mais valioso da sua organização e essa política como o framework que garante sua integridade e valor. Essa política deve abranger o ciclo de vida completo da informação, desde a sua origem até a sua disponibilização, aderindo a critérios rigorosos que impactam diretamente a operação e a reputação da sua instituição.


A live “MK Esclarece” destacou a importância de definir claramente as atribuições e responsabilidades das áreas envolvidas (1ª, 2ª e 3ª linhas, além do Conselho de Administração/Diretoria) e a designação de um diretor responsável. Os 12 pilares da qualidade são agora dimensões formais que sua instituição deve dominar:


Acessibilidade: Garantir que as informações sejam facilmente localizáveis e compreensíveis para todos os stakeholders, incluindo adaptações para necessidades especiais.


Acurácia: Assegurar que os dados reflitam a realidade de forma exata e fidedigna, minimizando riscos de interpretações equivocadas.


Adaptabilidade: Desenvolver a capacidade de gerar informações em múltiplos formatos, atendendo às diversas demandas regulatórias e estratégicas.


Clareza: Apresentar dados de maneira concisa e inequívoca, eliminando ambiguidades que possam comprometer a tomada de decisão.


Comparabilidade: Possibilitar a análise comparativa de dados para benchmarks e insights estratégicos, tanto internos quanto externos.

Completude: Assegurar que todas as informações exigidas pelas normativas sejam fornecidas integralmente, sem lacunas.


Confiabilidade: Garantir a ausência de desvios significativos nos dados, reforçando a credibilidade das informações reportadas.


Consistência: Manter a padronização e a ausência de contradições nos dados, independentemente da fonte ou método de coleta.


Integridade: Proteger a autenticidade dos dados, prevenindo modificações não autorizadas e garantindo a sua originalidade.


Rastreabilidade: Permitir o acompanhamento detalhado da origem e do fluxo de cada informação, desde a sua criação até o seu uso final, com trilhas de auditoria claras. Relevância: Assegurar que os dados coletados e processados sejam diretamente aplicáveis e influenciem positivamente as decisões estratégicas.

Tempestividade: Garantir que as informações sejam disponibilizadas dentro dos prazos estabelecidos, mantendo sua utilidade e valor. Mais do que compliance regulatório, a adesão à RC CMN/BCB 18 se traduz em um investimento com retorno estratégico para sua instituição, ao proporcionar decisões de negócio otimizadas, ou seja, acesso a dados de alta qualidade capacitam a liderança a tomar decisões mais fundamentadas e eficazes, impulsionando a inovação e o crescimento. Preparando Sua Instituição para o Futuro da Governança de Dados: Um Roteiro para a Excelência Para alcançar o compliance regulatório pleno com a RC CMN/BCB 18, sua instituição deve focar em pilares essenciais com prazo final de implementação e aprovação da política até 31 de dezembro de 2026:

  1. Arquitetura de Dados Robusta: Investir no aprimoramento de ferramentas, técnicas de gestão da informação e estruturas que suportem a coleta, processamento, armazenamento e distribuição de dados, com foco em automação e integração.
  2. Infraestrutura de TI Adequada: Prover recursos materiais, humanos e tecnológicos adequados para garantir que a tecnologia esteja alinhada às exigências da resolução, inclusive com a disponibilização de instrumentos de validação eficazes para a detecção e correção proativa de inconsistência, incluindo testes prévios ao seu fornecimento.
  3. Documentação Detalhada: Manter registros completos de todas as etapas de preparação, verificação e fornecimento das informações, com foco na auditabilidade e no mapeamento das responsabilidades das áreas envolvidas.
  4. Mecanismos de Monitoramento Contínuo: Estabelecer rotinas de acompanhamento para avaliar e manter a qualidade dos dados de forma permanente, com um processo claro para tratar irregularidades, definir prazos de correção e, se necessário, comunicar um Plano de Ação ao BCB.
  5. Testes de Qualidade: Realizar testes de qualidade, incluindo reconciliações entre os dados enviados e os sistemas internos, previamente ao fornecimento das informações.
  6. Relatórios Semestrais: Apresentar relatórios consolidados semestrais que detalhem a conformidade, as irregularidades e as ações corretivas, conforme exigido pela norma. Ao abraçar os princípios da qualidade e governança de dados, sua instituição não apenas cumpre com suas obrigações, mas se posiciona em um mercado cada vez mais exigente e competitivo.
    A MK Consultoria está pronta para ser parceira estratégica de seus clientes nessa jornada,
    contribuindo para que sua instituição esteja à frente, com uma política de qualidade das
    informações aprovada e implementada até o prazo final.

Sobre a MK Consultoria

Desde 1999 a MK Consultoria Organizacional Ltda. presta assessoria a instituições bancárias e não bancárias, gerindo assuntos relacionados à organização, regulação e supervisão do Sistema Financeiro Nacional. É reconhecida pela sua expertise, qualidade e agilidade de seus serviços.

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